Desenvolvimento de Software Solo

nov 11
2009

Muito se fala como gerenciar equipes, projetos envolvendo vários programadores. No entanto, isso nem sempre é o caso. Várias vezes nos deparamos com projetos pequenos, para resolver uma questão pontual do cliente, criar um componente, algo pessoal, ou como na minha situação atual, a construção de um protótipo bom o suficiente para demonstrar o funcionamento de um algoritmo.

Ao desenvolver um projeto, independente do tamanho, deve-se usar o método adequado. Normalmente, projetos de pequeno porte se adaptam bem a técnicas de desenvolvimento ágil. Mas isso não significa começar a programar sem pensar, sem planejar. Qual a medida certa? Essa não é uma pergunta fácil.

  1. Defina o escopo do projeto – Essa parte pode ser bem fácil se você possui um pedido bem específico, mas pode se tornar um pesadelo principalmente nos casos em que se possui muita liberdade. É preciso ter em mente o problema que se deseja resolver e implementar o mínimo necessário. É muito fácil imaginar várias funcionalidades, mas há um custo para tudo, nem que seja do seu tempo livre. Implemente o essencial e depois, se houver depois, você pensa no resto. Descreva em poucas palavras o seu sistema.
  2. Decomponha o sistema nas partes principais – Verifique se você sabe como resolver cada pedaço do sistema, se não souber, pode ser que tenha que repetir o processo. Você não precisa implementar tudo. Muitas vezes preciso deixar o orgulho de lado e usar código de outras pessoas.
  3. Escolha a ferramenta adequada – Eu me lembro de um projeto, onde foi necessário criar uma rotina para geração de código automático. Adoro Java, foi a minha primeira idéia, mas um colega deu a sugestão acertada de se usar Excel mais VBA (eca). Não gosto de VBA, mas confesso foi a melhor solução.
  4. Escreva bom código – Não tenha preguiça de seguir as boas técnicas de desenvolvimento como encapsulamento, unidades de testes, comentários, etc. Muitas vezes você pode se esquecer porque fez algo, com incrível rapidez. Hoje mesmo, apaguei uma variável que havia criado e não utilizado, porque me esqueci do motivo da criação. A necessidade da variável não era óbvia, sendo essencial para uma boa geração de um valor hash. Isso talvez uma hora após escrever o código, imagine daqui a um mês, dois meses, …
  5. Tenha persistência – Isso é pior no caso dos projetos pessoais, quantas pessoas não começam algo para parar logo em seguida? Eu mesmo estou tendo um pouco de dificuldade com este blog. É difícil continuar com algo, apesar de toda a vida atribulada, abrindo mão de outros prazeres. No caso de se ter um prazo elástico, há o risco de se postergar e não conseguir terminar a tempo.
  6. Faça anotações – Anote suas idéias, o que foi feito, o que falta para fazer. Se falta algo para ser implementado, ponha um comentário no código, “TODO”, do inglês, “para fazer”, é uma forma usual. No caso do NetBeans, por exemplo, esse tipo de comentário é reconhecido automaticamente e entra em uma lista organizada de tarefas. Na verdade qualquer comentário que possa ser facilmente procurado serve. Quando estou estudando uma biblioteca nova, faço anotações das classes e métodos que julgo serem úteis. Algumas pessoas escrevem um comentário no topo do arquivo com o histórico de modificações.
  7. Tenha versões organizadas – um sistema de controle de versão como o Subversion é útil, mas caso você não queira ou não possa, tenha os arquivos organizados por data. Compacte todos os fontes e dê um nome da forma aaaammdd-nomedoprojeto, não confie apenas na data do sistema. Se você comentar o cabeçalho dos arquivos, não vai ser fácil recuperar a versão anteriro.
  8. Faça backups – Todo mundo sabe que se deve fazer, mas muita gente esquece….
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